"Todos sabem fazer história - mas só os grandes sabem escrevê-la."
(Oscar WIlde)

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Este blog tem como finalidade tornar acessível aos meus alunos e quem mais se interessar os conteúdos de História e textos relacionados a educação... portanto Seja bem vindo ao espaço que foi criado especialmente para você.
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quarta-feira, 17 de março de 2010

As Primeiras Civilizações da América

         Chamamos povos pré-colombianos a todos os habitantes da América anteriores à chegada dos europeus no final do século XV.
         Até a sua quarta e última viagem, Colombo não tinha consciência de ter chegado a um novo continente. A comprovação de que se tratava de um novo continente foi feita pelo navegador florentino Américo Vespúcio, que, em 1497 ou 1499, chegou à América do Sul. Em sua homenagem, os geógrafos e cartógrafos, em um mapa – mundi publicado em 1507, utilizaram, pela primeira vez o nome América para representar o novo continente, ainda assim restrito à América do Sul.
         Os habitantes do Novo Mundo chegaram em épocas diferentes, talvez até de lugares diferentes. Seu modo de vida também era diferente. Existiram pelo menos três civilizações complexas, que foram a asteca, a inca e a maia.
1-    A Ocupação da América
Quando os Europeus aqui chegaram, as civilizações[1] asteca e inca já haviam organizado em impérios[2] , que inclusive dominavam outros povos.
Os Europeus estabeleceram-se em regiões mais densamente povoadas, onde tinham garantias de alimentação e mão-de-obra para futuros empreendimentos. Os espanhóis menosprezavam o trabalho manual e, de acordo com seu modelo de mercantilismo[3] , tinham um único objetivo: encontrar metais preciosos. Nessa empreitada, o trabalho duro seria feito pelos nativos.
2-    Os Maias (ocupavam a região Mesoamérica – que se estende do México até a fronteira norte da atual Colômbia).
Provavelmente foi a mais antiga das civilizações pré-colombianas, embora jamais tenha atingido o nível urbano e imperial dos astecas e incas. Jamais formaram um império, embora possuíssem uma cultura comum. Sempre se organizaram em cidades-estados com relativo desenvolvimento econômico.
Tinham como base econômica a agricultura, principalmente a do milho, praticada com a ajuda da irrigação. A tecnologia utilizada na agricultura era muito rudimentar e itinerante, contribuindo para a destruição da floresta tropical nas regiões onde habitavam. Devido à agricultura itinerante, as cidades maias não eram muito grandes, sendo formado por um centro cerimonial permanente, rodeado de aldeias.
2.1 – Religião
         Teve origem em cultos da fertilidade e da natureza, pois seus deuses mais antigos estavam relacionados com a chuva, o milho e o vento. A religião admitia sacrifícios humanos, embora fossem mais raros do que entre outros povos pré-colombianos.
2.2 – Cultura
         A escrita era hieroglífica[4] . Outras realizações culturais estão relacionadas à cerâmica que era variada e de excepcional qualidade, com destaque para as estátuas de barro modeladas à mão. As arquiteturas de pirâmides e construções de sepulcros, consideradas altas expressões artísticas da humanidade; e aos conhecimentos de matemática, bastante usados no comércio.
2.3 – Declino
         No século X, os centros cerimônias foram abandonados. A explicação é que, com a destruição do meio ambiente pelos maias, a região tornou-se incapaz de fornecer alimentos para a população.
3-    Os Incas (habitavam os planaltos andinos, desde a Colômbia até as regiões do Chile e da Argentina atuais, tendo o atual Peru como sendo o centro político, econômico e demográfico).
Cronistas do século XVI não sabiam dizer se eram os astecas ou os incas que tinham mais poder. Para eles os astecas eram superiores em arquitetura e pompa na corte, enquanto os incas possuíam mais tesouros, riquezas e extensão de terras. Mas ambos se assemelhavam na grandeza militar e eram superiores em riquezas e organização a todos os demais povos pré-colombianos.
O Império inca foi a civilização mais desenvolvida que dominou a América do Sul. O seu expansionismo teve início nas diversas guerras travadas com os vizinhos. Essas guerras constantes levou a criação de militares interessados nas atividades bélicas, porque essas lhes traziam benefícios, tais como títulos, bens e mão-de-obra servil. Esses guerreiros estavam sempre pressionado por novas investidas militares. As guerras também visavam obter sacrifícios humanos para os deuses incas.
3.1 – Economia e sociedade
         Sua população viva em pequenas aldeias e ocupavam-se da agricultura e do pastoreio. Essas aldeias eram habitadas por famílias com laços de parentesco, formando uma comunidade chamada ayllu[5] .
3.2 – Religião
         O Sol era inicialmente o deus da tribo inca, que depois impôs seu culto a todo o império conquistado. Os incas também cultuavam outros deuses, como Viracocha, o criador, que reinava sobre todos, era o pai da Lua e do Sol, e dirigia o destino dos homens.
3.3 Cultura
         Os incas não possuíam nenhum tipo de escrita, o que significa que sua tradição literária foi transmitida oralmente.
3.4 – Declínio
         O império Inca passava por constantes guerras civis que ocorriam por ocasião da morte do imperador. Os irmãos Huáscar e Atahualpa estavam lutando pelo poder, o que enfraquecia o império. Com isto juntou a busca do Eldorado[6] , pelos europeus. A resistência durou mais de 40 anos. Só em 1572, com a morte do último imperador, Tupac Amaru, o Império terminou.
         Pouco mais de duas centenas de espanhóis deram início à conquista de um vasto império com milhões de habitantes. Isso foi possível graças a diversos fatores: superioridade de armamentos – armas de fogo e ferro contra lanças, arcos e flechas; modo de guerrear – os incas não lutavam à noite, devido a tabus religiosos, enquanto os espanhóis lutavam a qualquer momento; superioridade de informação – os europeus conheciam todos os problemas políticos dos incas, enquanto estes nada sabiam sobre os opositores; rivalidades – entre os herdeiros ao trono; concepções religiosas – enquanto os incas permitiram o avanço dos espanhóis, pensando tratar-se de deuses.
4-    Os Astecas (Golfo do México ao Pacífico e chegava até o sul da atual Guatemala).
Últimos a chegar ao refinado mundo do planalto mexicano, sedentarizaram-se e mesclaram-se como os toltecas, a última grande civilização lá existentes antes da chegada do povo asteca.
4.1 – Economia
         Na época da conquista espanhola, a agricultura era a principal atividade econômica asteca, embora boa parte dos recursos alimentares ainda proviesse da caça, da pesca e da coleta. A terra era a única riqueza e pertencia à coletividade. O comércio também era bastante desenvolvido. Os grandes comerciantes detinham o monopólio do comércio exterior de artigos raros luxuosos, feito fora das fronteiras do império que atingia várias regiões da América do Norte e da América Central.
4.2 – Sociedade
         O lugar mais baixo era ocupado pelos tlatlacotin , espécie de escravos – não livres que trabalhavam nas grandes propriedades dadas em usufruto aos templos.Sua origem era a mais diversas: homens e mulheres arruinados pelo vício; prisioneiros de guerra; condenados pela justiça; desertores do exército; etc. Podiam desposar mulheres livres (e seus filhos tornavam-se livres), possuir terras e mesmo outros escravos.
4.3. – Religião
         Eram os mais religiosos de todos os habitantes nativos do México, mas seu poder político não era teocrático – O imperador não era deus nem supremo sacerdote.
4.4 – Cultura
         Foi uma síntese das culturas mais antiga do México, mas superou-as, desenvolvendo conhecimentos e técnicas mais elevados. A escrita era uma mistura de ideografia com escrita fonética, pois alguns sinais denotavam idéias e outros designavam sons. A escrita ideográfica era semelhante aos hieroglíficos egípcios. As obras literárias tratavam de assuntos religiosos, interpretação de sonhos, rituais, migração das tribos, fundação das cidades e da origem mitológica das dinastias. A literatura era inseparável da música e da dança.
4.5 – Declínio
         Os espanhóis, que habitavam a Ilha de Cuba, tomaram conhecimento da riqueza das civilizações do continente e prepararam-se para conquista-las. Em 13 de agosto de 151, os espanhóis tomaram a cidade, destruíram um grande império. Isso foi possível, em parte, pela superioridade em armamentos dos europeus.

terça-feira, 16 de março de 2010

O Tempo ao longo da História

SISTEMAS SOCIAIS E CULTURAIS DE NOTAÇÃO DE TEMPO AO LONGO DA HISTÓRIA

“OS DIAS PODEM SER IGUAIS PARA UM RELÓGIO, MAS NÃO PARA UM HOMEM” MARCEL PROUST, ESCRITOR FRANCÊS (1871-1922)

-A PALAVRA “TEMPO” DIVIDE-SE EM 3 CATEGORIAS:
TEMPO CLIMA;
TEMPO CRONOLÓGICO;
TEMPO HISTÓRICO.


-TEMPO CLIMA: CHUVAS, VENTOS, ETC
-TEMPO CRONOLÓGICO: SEGUNDOS, MINUTOS, HORAS, DIAS, ANOS, ETC...
-TEMPO HISTÓRICO: IDADE ANTIGA, IDADE MÉDIA, PRÉ-HISTÓRIA, IDADE MODERNA, BRASIL COLÔNIA, BRASIL IMPÉRIO, BRASIL REPÚBLICA.

4 MIL ANOS
BABILÔNIA (CIDADE IMPORTANTE DA ANTIGUIDADE)
OBSERVAÇÃO DO CICLO DOS ASTROS E DO COMPORTAMENTO DOS ANIMAIS
APLICAÇÃO DE UM SISTEMA DE CONTAGEM DE TEMPO OBSERVANDO ESPECIALMENTE A LUA

-POR QUE A SEMANA TEM 7 DIAS?
ASTRÔNOMOS DA BABILÔNIA OBSERVARAM QUE A LUA DEMORAVA 7 DIAS PARA MUDAR DE FASE: NOVA – CRESCENTE – CHEIA - MINGUANTE

A ORIGEM DOS NOMES DOS MESES DO NOSSO CALENDÁRIO:
JANEIRO: DEDICADO AO DEUS ROMANO JANO, DEUS DOS PRINCÍPIOS
FEVEREIRO: MÊS DEDICADO AO DEUS ROMANO FÉBRUO, DEUS DOS MORTOS
MARÇO: DEDICADO AO DEUS ROMANO DA GUERRA MARTE
ABRIL: DA PALAVRA “ABRIR”, O DESPERTAR DA VEGETAÇÃO
MAIO: DEDICADO A DEUSA MAIA, MÃE DO DEUS MERCÚRIO
JUNHO: DEDICADO A DEUSA DAS MULHERES CASADAS JUNO
JULHO: DEDICADO AO IMPERADOR ROMANO JÚLIO CÉSAR
AGOSTO: DEDICADO AO IMPERADOR ROMANO RÔMULO AUGUSTO
SETEMBRO: 7º MÊS DO ANO ROMANO;
OUTUBRO: 8º MÊS DO ANO ROMANO;
NOVEMBRO: 9º MÊS DO ANO ROMANO;
DEZEMBRO: 10º MÊS DO ANO ROMANO.


-PRIMEIROS RELÓGIOS DA HUMANIDADE:
RELÓGIO DE SOL – 4 MIL ANOS – EGÍPCIOS
CLEPSIDRA – RELÓGIO DE ÁGUA - GRÉCIA
AMPULHETA – FRANÇA – ANO 750

segunda-feira, 15 de março de 2010

Heliópolis: 25 anos de Emancipação

 

Aniverário 11 de Abril
Emancipação 11/04/1985
Gentílico heliopolense ou heliopolitano
Lema "Nihil sub sole novum Heliópolis" Português:"(Não há) nada de novo sob o Sol de Heliópolis"
Prefeito(a) Walter Almeida Rosário (PC do B)
(20092012)

História

O primeiro nome do povoado que originou a cidade de Heliópolis na Bahia foi Pau Comprido. Para a origem desse nome há duas versões: A primeira afirma que o nome Pau Comprido surgiu na época que havia uma feira-livre no povoado. Certo dia houve uma briga tão violenta entre dois grupos de pessoas, dando início a uma rixa que durou tanto tempo, que o lugar ficou conhecido como a terra dos Pau Comprido. Uma outra versão a mais aceita pela comunidade de hoje, diz que o nome surgiu ainda na época em que não havia nem mesmo habitações na região. O Sr. José Umburana, fazendeiro e comerciante da época decidiu apossar-se da área, e sob uma enorme árvore, iniciou a pratica de matar um boi sempre aos sábados e vender a carne àqueles que passavam pela região. Desta forma, outras pessoas também resolveram vender alguns produtos debaixo da referida árvore, iniciando assim uma pequena feira-livre. O nome Pau Comprido foi usado como referencia pelas comunidades vizinhas ao local onde era realizada a pequena feira-livre. Com o passar do tempo e o aumento de circulação de pessoas na área, iniciou a construção de uma Igreja, e na sua volta, residências começaram a ser construídas, dando origem ao povoamento da região. Logo depois o lugarejo passou a se chamar de Novo Amparo, situado no município de Ribeira do Amparo, onde obteve rápido crescimento, ganhando a condição de distrito com o nome de Heliópolis. Município criado com território desmembrado de Ribeira do Amparo, por força da Lei Estadual de 11 de abril de 1985. A sede foi elevada à categoria de cidade, quando da criação do município.

Geografia

Localização

O município de Heliópolis situa-se na Microrregião de Ribeira do Pombal (Nordeste do estado brasileiro da Bahia), próximo a fronteira com o estado de Sergipe, distante 300 km de Salvador.

Povoados

Araticum, Arrozal, Barreira do Tubarão, Barreira Grande, Bendó, Caboatá, Caboré, Cajazeira, Calumbí, Condão, Cumbanzê, Farmácia, Galinha Morta, Itapororoca de Baixo, Itapororoca de Cima, Jibóia, João Grande, Mandacaru, Maria Preta, Massaranduba, Melancia, Ouricuri, Pau-ferro, Pindobal, Poço, Porteira, Queimada do Miguel, Quixabeira, Riachinho, Riacho, Sacatinga, Sapé, Serra dos Correias, Serrota, Tamarindo, Tamboril, Tanque das Vargens, Tanque Novo, Tanquinho, Terra Preta, Tijuco, Umburana, Velame e Viuveira.

Clima

O clima de Heliópolis é o tropical Sub-úmido a Seco, onde as chuvas caem no inverno e as trovoadas no verão. A temperatura média anual é de 24°C, com máxima 30.8°C, e mínima 21.6°C. A Pluviosidade média anual é de 850mm. Devido a localização a cidade de Heliópolis não é considerada Sertão e sim Agreste que é uma faixa de terra bastante estreita na direção Leste/Oeste e alongada na direção Norte/Sul, situada entre o Sertão semi-árido e a Zona da Mata úmida. É uma área de transição entre essas duas sub-regiões. Seu clima não é tão seco quanto o do Sertão, nem tão úmido quanto o da Zona da Mata. (Fonte: SEI)

Relevo

O relevo de Heliópolis é formado pelas planícies e pelos tabuleiros costeiros (tabuleiro de Itapicuru e tabuleiro do Rio Real), com uma altitude de 324 metros. (Fonte: SEI)

Geologia

A estrutura geológica do município de Heliópolis é composto pelos Arenitos, Argilitos e Paraconglomerados. (Fonte: SEI)

Vegetação

Por se localizar numa área de transição (ecótono), Heliópolis apresenta uma vegetação de contato entre o Cerrado e a Caatinga.

Hidrografia

O município de Heliópolis está totalmente inserido na bacia hidrográfica do Rio Real, possuindo o único açude dessa rede hidrográfica, o açude Pindorama. Com uma extensão de 1,5Km suas águas servem para irrigação e para o lazer.

Infra-estrutura e Meio Ambiente

Transporte

No início do seu povoamento existia uma grande dificuldade de locomoção para as cidades vizinhas. Praticamente não havia carros nem outros meios de transporte, como ônibus e caminhões, forçando às pessoas a locomoverem-se utilizando transportes de tração animal (carros-de-boi, carroças e outros). Na atualidade a cidade possui três estradas (ambas em péssimo estado de conservação) a BA-393 que liga a BR-110/Heliópolis/Poço Verde-SE e a estrada que liga Heliópolis/Cipó via Ribeira do Amparo. No terminal de embarque só entra uma única linha de ônibus Aracaju/Ribeira do Pombal, a maioria dos transportes para as outras cidade são os alternativos como as "vans". O transporte feito por tração animal ainda é muito utilizado na zona rural, mas já há muitas pessoas com transporte próprio, como automóveis e motos.

Comunicação

Havia um sistema de alto-falante, denominado “A voz de Heliópolis”, bastante ativo na sede e cujo locutor, Sr. Zequinha de Maxi, era muito popular na cidade. A agência dos correios já funcionava com seus serviços básicos. Haviam dois jornais no município. Um de periodicidade irregular, chamado “A Mosca” e que era especializado em política municipal. Um de periodicidade mensal, chamado “Voz do Sertão”. A partir dos anos 90 se intensificaram as instalações de linhas telefônicas chegando hoje a praticamente todas as casas, assim como as televisões e os rádios. A internet também já faz parte do cotidiano do povo Heliopolense, principalmente os jovens, que lotam a Lan House da cidade. Há também uma rádio comunitária atuando na sede do município. Os principais jornais são: Impacto e Impacto Jovem.

Recursos Naturais

Minadouros e lençóis freáticos.

Abastecimento de Água

Até a década de 80 a população utilizava águas de tanques, de cisternas, do açude e de minadouros. Hoje muitas residências possuem poços artesianos, e a sede do município já possui água encanada e tratada.

Saúde

Atualmente a cidade de Heliópolis conta com um bom sistema de saúde público para os seus cidadãos. A cidade conta com cinco médicos, oito enfermeiros e 3 dentistas, atuando pelo menos 30hs semanais cada. Além do centro de saúde, a cidade possui 3 unidades de saúde da família (nível 1), nos povoados Cajazeiras, Riacho e Tijuco, apoiados pelo PFS do governo federal. Recentemente, foi inaugurado um centro odontológico próximo ao terminal rodoviário, que visa atender os procedimentos odontológicos básicos da população. Não e verdade , pois nossa cidade não tém um posto de saúde que funcione 24horas , se presizar de um socorro a noite ou até mesmo de dia a pessoa tem que se deslocar para outra cidade . Pergunta como um sistema de saúde desse pode ser bom?

Demografia

A população do município de Heliópolis tem origem nos povos Portugueses, Indígenas e Africanos. Vem daí muitas características predominantes na cultura de seu povo, observado nas festas religiosas e populares, na culinária, linguagem e musicalidade. Hoje estima-se que vivem no município 14.575 habitantes, sendo que 40% da população vive na zona urbana e 60% na zona rural. Sua densidade demográfica é de 44,4 habitantes por Km2.

Música

O estilo musical predominante em Heliópolis é o Forró. Vários foram os sanfoneiros que contribuíram para esse sucesso, o que deu origem ao melhor São Pedro do Brasil, sanfoneiros como: Nezinho Cordeiro, Zé de Severo, João e Jaci Ventinha. Na atualidade o destaque é para as bandas: Alaelson do Acordeom e a Banda de pagode A Máscara, além de Gilberto Alves. Os jovens também deixam claro seus gostos musicais, existindo várias tribos musicais. Apesar de predominar o forró em Heliópolis, prova disso é a sua maior festa, o São Pedro, o cantor mais expoente do município é Helvécio Santana que toca música regional (Cantoria).

Calendário Festivo

A população de Heliópolis cresceu bastante, comparando-se com a população do povoado que originou o município. Com isto, as festas realizadas na cidade passaram a movimentar uma quantidade maior de pessoas, fazendo com que estas exigissem uma maior organização por parte dos administradores municipais. As festas que movimentam o maior número de pessoas, em Heliópolis, são:
29/6 – São Pedro – Festa tradicional da cidade e que chega a movimentar acima de 40.000 pessoas durante a realização do evento. Conta com uma estrutura constituída por dois palcos para apresentação das bandas (muitas oriundas de outros municípios, e atualmente com bandas de projeção nacional) e de inúmeras barracas, onde são encontradas comidas típicas e bebidas.

14/10 – Festa do Sagrado Coração de Jesus – Esta festa religiosa atrai pessoas de toda a região. Todos os dias acontecem às missas tanto pela manhã quanto pela noite procedida por novena e procissões. No final acontecem shows com bandas locais e o coral da igreja com cânticos religiosos. Os corais Anjos e resgate e Desperta Jovem que são coordenados por naiando e patrícia que brilham muito na festa do padroeiro

25/01 - Encontro de Carro-de-Boi - Organizado por Zé de Miguel o evento contou com um grande número de participantes e movimentou toda a cidade e região.
1 a 20/09 - As santas missões que aconteceram do dia 01 à 20 de setembro,e uma preparação para a festa do sagrado coração de Jesus, em que grupos de oração, em que participam de jovens ate os idosos, em que transmitem a palavra de Deus nas casas das pessoas, tentando abrir o coração dos evangelizados para a boa nova.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Passeando nos monumentos históricos do mundo

TAJ MAHAL - ÍNDIA

MURALHA DA CHINA
PETRA, JORDAN

MACHU PICCHU - PERÚ

YUCATAN PENÍNSULA- MÉXICO
RIO DE JANEIRO - BRASIL

FARAÓS DO EGITO

ROMA - ITÁLIA
 

A colonização inglesa na América (2ºano)

 A Inglaterra teve, como colônia, a região onde é hoje os Estados Unidos.
A colonização inglesa nas treze colônias foi, essencialmente, de povoamento. Essa característica está presente nas colônias do Norte e do Oeste. A colonização sulista foi fundamentada no plantation e no uso de mão-de-obra escrava.
No norte da América, inicialmente, não havia metais preciosos e o clima daquela região, por ser temperado, não favoreceu a instalação de monoculturas. Daí a "importância de não nascer importante", segundo o jornalista uruguaio Eduardo Galeano. Um país que, durante o período colonial, não atraía a burguesia britânica em aspectos como o metalismo, o latifúndio monocultor e matérias-primas em abundância não é explorado efetivamente, o que favorece a consolidação dos EUA como a primeira economia mundial da atualidade.


A Inglaterra só entrou na atividade colonizadora quando foram criadas campanhas de comércio, através de uma união entre estado e burguesia, na busca por mercado consumidor. Um fator que viabilizou a colonização inglesa na América do Norte foram os conflitos entre protestantes e católicos vivenciados na Inglaterra, além do processo de cercamentos (privatização das terras comunais). Todo o excedente populacional decorrente dos cercamentos e os refugiados dos conflitos religiosos foram para a América do Norte. Essa população foi somente para morar e não para explorar, caracterizndo assim, a colonização de povoamento.
  As várias guerras civis em que a Inglaterra se submetia gerou um pacto colonial ameno, resultando numa colônia quase autônoma em relação à metrópole e num forte mercado interno. O trabalho nas colônias se baseava na agricultura realizada em pequenas e médias propriedades, onde, na maioria das vezes, o colono era o próprio trabalhador, não tendo, portanto, a utilização intensa do trabalho escravo. Todo esse processo resultou em uma diversificação na produção e um mercado destinado ao consumo interno.

A colonização espanhola (2º ano)

A viagem de Colombo América em 1492 trouxe à Espanha perspectivas de enriquecimento, pois acreditava o navegador ter encontrado um novo caminho para as Índias. Mesmo nas expedições subsequentes, desde o ano seguinte, Colombo manteve a mesma crença e conforme procurava as riquezas orientais fundou vilas e povoados, iniciando a ocupação da América.

Na Espanha suspeitava-se que as terras descobertas por Colombo fossem um obstáculo entre a Europa e as terras do oriente, e essa suspeita confirmou-se com a descoberta de Vasco Nunez Balboa, que chegou ao Pacífico, atravessando por terra a América Central. Até a década de 20 os espanhóis ainda procuravam uma nova rota par as Índias, modificando essa política a partir das descobertas de Cortez no México.

A estrututa política metropolitana

O processo de exploração da América colonial foi marcado pela pequena participação da Coroa, devido a preocupação espanhola com os problemas europeus, fazendo com que a conquista fosse comandada pela iniciativa particular, mediante o sistema de capitulações.



As >capitulações eram contratos em que a Coroa concedia permissão para explorar, conquistar e povoar terras, fixando direitos e deveres recíprocos. Surgiram assim os adelantados, responsáveis pela colonização e que acabaram representando o poder de fato nas terras colonias, como Cortez e Pizarro que, apesar de incorporarem ao domínio espanhol grandes quantidades de terra, não conseguiram implementar um sistema eficiente de exploração, normalmente pela existência de disputas entre aqueles que participavam do empreendimento. Por isso, à medida que se revelavam as riquezas do Novo Mundo, a Coroa foi centralizando o processo de colonização, anulando as concessões feitas aos particulares.

O primeiro orgão estatal foi a Casa de Contratação, criada em 1503 e sediada em Sevilha, era responsável pelo controle de todo o comércio realizado com as colônias da América e foi responsável pelo estabelecimento do regime de Porto Único. Apenas um porto na metrópole, a princípio Sevilha, poderia realizar o comércio com as colônias, enquanto na América destacou-se o porto de Havana, com permissão para o comércio metropolitano e anos depois os portos de Vera Cruz, Porto Belo e Cartagena. Desenvolveu ainda o sistema de frotas anuais (duas); desde 1526 havia a proibição de navegarem os barcos isoladamente.

O Conselho das Índias foi criado em 1524, por Carlos V, e a ele cabia as decisões políticas em relação às colônias, nomeando Vice-reis e Capitaes gerais, autoridades militares, e judicias.

Foram criados ainda os cargos de Juízes de Residência e de Visitador. O Primeiro, responsável por apurar irregularidades na gestão de algum funcionário da metrópole na colônia; o segundo, responsável por fiscalizar um orgão metropolitano ou mesmo um Vice reino, normalmente para apurar abusos cometidos.


A estrutura

POLÍTICA COLONIAL


Nas colônias o poder dos adelantados foi eliminado com a formação dos Vice-Reinos e posteriormente dos Capitães gerais.

O território colonial foi dividido em quatro Vice-Reinos -- Nova Espanha, Peru, Rio da Prata, e Nova Granada -- e posteriormente foi redividido, surgindo as Capitanias Gerais, áreas consideradas estratégicas ou não colonizadas. Os Vice-Reis eram nomeados pelo Conselho das Índias e possuíam amplos poderes, apesar de estarem sujeitos à fiscalização das Audiências

As Audiências eram formadas pelos ouvidores e possuíam a função judiciária na América. Com o tempo passaram a ter funções administrativas.

Os Cabildos ou ayuntamientos eram equivalentes às câmaras municipais, eram formadas por elementos da elite colonial, subordinados as leis da Espanha, mas com autonomia para promover a adminisrtração local, municipal.

O mapa ilustra a divisão política das colônias da Espanha, porém não é preciso. Note que coloca as dimensões atuais do Brasil.

Revolução Russa (3º ano e 8ª série)

No início do século XX a Rússia era um país pobre e atrasado tecnologicamente. Era conhecida como o "celeiro" da Europa, por apenas exportar cereais para todo o Velho Continente. 80% de sua população economicamente ativa vivia no campo, em muitas regiões sequer se conhecia o arado. Os camponeses viviam na miséria. Trabalhavam, com a temperatura em torno de -25oC, com roupas de trapo e bota de papelão, enquanto o czar vivia acalentado luxuosamente.

O povo não agüentava mais e, em janeiro de 1905, os mujiques (camponeses), operários e demais pessoas da comunidade organizaram uma passeata em São Petesburgo, liderados pelo padre Gapon, da Igreja Ortodoxa Russa. Nessa passeata levariam ao czar Nicolau II um documento clamando por alguns direitos sociais e contando ao querido czar a situação do povo russo.

Acreditavam que Nicolau II não sabia que o povo russo passava fome e vivia na miséria e que, quando lesse a carta, ele livrar-se-ia dos assessores maus e os ajudaria. Nesse clima de paz crianças, mães com filhos no colo e homens humildes iam, calmamente, cantando músicas religiosas, em direção ao czar. Porém, este, ao ver o povão reunido, considerando isso uma insolência, não quis nem saber de conversa e ordenou aos cossacos, tropa de soldados imperial, o imediato extermínio de todos. Os cossacos se postaram e, ao grito de permissão para atirar, coloriram de vermelho a branca neve que pisavam.

A cavalaria completou o massacre cegando, com furos no olhos, as crianças e mutilando o ventre das mulheres grávidas. Gigantescas valas foram abertas para despejar os corpos, que eram removidos por dezenas de caminhões. Milhares morreram cruelmente, porém os ricos da Rússia não tiveram seu dinheiro e privilégios abalados. Esse foi considerado o "Ensaio Geral" para a Revolução Russa de 1917.

Veio a Primeira Guerra Mundial e a situação de miséria da Rússia piorou ainda mais. Fome, epidemias e a prática de violências provocada pela miséria espalharam-se por todos o país. As passeatas contra Nicolau II multiplicavam-se e suas tropas, cansadas da guerra provocada pelos ricos e por seus interesses, desertava em número cada vez maior, e tomavam o lado do povo. A situação tornara-se insustentável.

Em 8 de março de 1917 (27 de fevereiro no antigo calendário russo) o czar foi derrubado. Instaurou-se um governo provisório comandando pela burguesia russa, classe social mais bem organizada no momento. Foram abolidas a censura à imprensa e a pena de morte aos que praticassem crimes políticos. Todos os partidos tiveram direito de manifestação. Porém, em julho, o governo provisório, então liderado por Lvov, tentou reprimir manifestações bolcheviques e acabou caindo. Seu substituto foi Alexander Kerenski.

No entanto, os imperialistas anglo-franceses não estavam gostando muito dessa revolução. Tinham, entre outros, medo de que a Rússia saísse da guerra. Então apoiaram o general Kornilov numa tentativa de golpe de Estado para instituir uma ditadura de extrema-direita. Kerenski, apoiados pelos bolcheviques, que consideravam uma ditadura ainda pior que o já ruim governo provisório, permaneceu no poder.

Mas Lênin, que havia retornado à Rússia em abril, aproveitou para organizar a sua tomada do poder. Apoiado por Trotsky, Lênin dizia que o governo provisório era um instrumento de dominação da burguesia. E na noite de 6 para 7 de novembro de 1917 as forças bolcheviques, constituídas por soldados e operários armados tomaram o poder. Lênin logo tirou a Rússia da guerra através da assinatura do tratado de Brest-Litóvski. Além disso Lênin rapidamente eliminou os latifúndios, decretou o controle operário sobre as fábricas, declarou o monopólio estatal do sistema financeiro, do sistema de crédito e das exportações. Estava formado o primeiro estado socialista.
Nesse momento, Lênin diz que a Rússia revolucionária socialista não reconhece nenhuma dívida contraída pelos governos anteriores => "Calote Mundial". Ela deu o calote, se fecha, mas se torna auto-suficiente.
Com relação à Paz, Lênin vai chamar os alemães e vai tirar a Rússia da guerra através do Tratado de Brest-Litovsk. Tudo que os alemães pediram, o Lênin deu, pois este havia prometido paz ao povo.

Fases da Revolução Russa

Começa a Comunismo de Guerra (1918/22): os boiardos e os kulacs vão ser obrigados a deixarem suas terras => a partir de 1917 começa a reforma agrária e todas as terras vão pertencer ao Estado Russo => é o socialismo marxista. Mas, eles não vão aceitar de início, então: "A força é parteira de toda sociedade grávida de uma nova sociedade" => para  que essa nova ordem apareça, será necessário fazer uma matança: de 1918 a 22 foram mortos 22 milhões de russos que resistiram à entrega de terras. Eram russos socialistas (vermelhos) contra russos capitalistas (brancos).

Ao mesmo tempo que isso acontece, os países que perderam seus investimentos (EUA, Inglaterra, França) não vão permitir que tudo aconteça pacificamente => vão tentar invadir a Rússia e esta não pode permitir => ocorre uma grande Guerra Civil (com 22 milhões de mortos) e uma grande desorganização da produção. Nessa guerra, as potências aliadas apoiaram os brancos e essa guerra só vai terminar em 1921 com a vitória dos vermelhos.

Lênin, que decretou o fim da propriedade privada, está numa situação difícil => fez a socialização total dos meios de produção e isso gerou confusão: ninguém sabe a quem pertence a terra, quem produz na terra e para onde vai essa produção. Aí, ele discute com Trotsky sobre o que deveria ser feito, a idéia foi de que deveria-se recriar a pequena propriedade privada, enquanto as grandes fazendas continuariam sendo organizadas sob o molde socialista. Esta estratégia foi chamada de Nova Política Econômica (NEP - 1922/28), era algo muito arriscado => Lênin havia matado 22 milhões de habitantes, mas como tinha errado, recriou a pequena propriedade. Na hora de explicar, ele vai dizer que a NEP era "um passo atrás, para dar dois passos à frente" => o passo atrás é a recriação e os 2 passos adiante é que depois de organizada a economia, seria possível realizar a socialização completa e a total planificação da economia. De 1922 até 28, a NEP funcionou 100%. Em 1928, já organizada a produção nas grandes fazendas, Stálin (Lênin já tinha morrido) decreta a socialização completa, então volta a haver todas as propriedades pertencendo ao Estado.

Quando isso acontece, surgem os chamados Planos Qüinqüenais (1928/89) => numa economia planificada (planejada), estabelece-se um período, no caso 5 anos, onde varias metas de produção (desde a indústria até a agricultura) deveriam ser atingidas. Como a Rússia era um país mal organizado, existiam vários espaços dentro desta que ainda não tinham sido ocupados pela economia, então os primeiros planos vão ocupar totalmente esses espaços que ainda existiam. Foi por causa desses espaços que os primeiros planos tiveram sucesso absoluto (aumento de 100% do PIB em 5 anos). Depois que essas áreas forem ocupadas, a União Soviética deixa de crescer.
LÍDERES :

Lênin (1917/24): era o pai da revolução Russa, era marxista (marxista leninista - tentou implantar sua forma de fazer marxismo. Ele é um intelectual. Vai ter um adversário: Trotsky, também era intelectual e existia um menos intelectual (Stálin). Enquanto os outros 2 não davam valor a Stálin, este foi construindo uma máquina política, dentro do Estado Soviético, muito forte => ele vai ser secretário geral do Partido Comunista Soviético e isso vai lhe dar muito poder, logo ele já estaria fazendo uma polícia secreta soviética, a KGB.

Lênin tem um derrame em 1924 e fica parcialmente paralisado. Ele tem medo de Stálin porque este é meio paranóico (louco, esquizofrênico), ele acha que as pessoas o perseguem e, além disso, era muito violento. Com isso, Lênin escreve um bilhete para Trotsky dizendo que era para não deixar Stálin assumir o poder. Mas, como Stálin tinha uma rede de espiões, esse bilhete foi interceptado, aí ele vai visitar Lênin e minutos depois este morre.

Aí sobram Trotsky e Stálin. Trotsky achava que deveriam levar a revolução para fora da União Soviética (estava isolada do resto do mundo através da Política do Cordão Sanitário), implantar o socialismo em todo o mundo. Já Stálin dizia que isso era impossível, pois se tentassem fazer isso, eles "dariam o troco" e a URSS desapareceria.

Com a disputa, Stálin se irrita e expulsa Trotsky da URSS (1929) que sabe que vai morrer, então foge para o México e, lá, em 1940 a KGB descobre-o e mata-o.

Com essa esquizofrenia, Stálin conseguiu eliminar toda a oposição e é por isso que conseguiu governar tanto tempo (1924/53). Todas as pessoas que começavam a ter poder, Stálin o matava => ele acusava a pessoa de contra-revolucionária, traidora e capitalista; obrigava a pessoa a assinar uma declaração (para que a família inteira não fosse morta) e em seguida esta morria. Quando ele morrer, já vão ter morrido 45 milhões de mortos sob o seu governo. Mas, em compensação, é o seu exército vermelho que vai matar Hitler.

Quando Stálin assumiu (1924), a  URSS era um país super atrasado e quando ele morrer (1953), ela já vai ser uma super-potência nuclear.

A única pessoa que vai sobrar será seu secretário Nikita Kruchev. Ele só sobrevive porque era feio, gordo, ridículo, careca e desajeitado => não representava uma ameaça.
 ** Relação entre 1.ª GM e Revolução Russa: a Rússia, entrando no conflito, agravou seus problemas internos (pobreza, miséria, etc.) e as perdas da Rússia na I GM foram muito grandes, então a entrada dela no conflito fez com que o processo revolucionário fosse deflagrado. As duas acontecem ao mesmo tempo e a Rússia só sai da I GM quando Lênin chega ao poder.

 ** Comunismo de Guerra e NEP: a propriedade privada foi extinta, os russos proprietários se negam a vender a propriedade, então começa uma guerra civil. Na guerra civil, França, Inglaterra e Estados Unidos tentam invadir a Rússia porque tinham investimentos (empréstimos) que não poderiam ser perdidos, então eles vão tentar apoiar os russos brancos (capitalistas); nesse conflito morrem 22 milhões de pessoas. Ocorre uma grande desorganização, aí Lênin pára tudo, impede a invasão e cria a fase da NEP (Nova Política Econômica) que visa reconstruir a União Soviética, reconstituindo as pequenas propriedades (vão produzir em ritmo capitalista, suprindo a necessidade da população) e organizando as grandes. Quando as grandes já estiverem organizadas pelo Estado, extingue-se as pequenas e tudo passa a ser do governo: ocorre a planificação total. A NEP foi um passo atrás (recriação das pequenas propriedades privadas) para dar dois passos à frente (houve a organização, planificação e posterior desenvolvimento).
A Rússia é um país enorme, que tem uma população de 176 milhões de habitantes (a soma da população da Alemanha, França e Inglaterra não chega nem na metade da Rússia).

Apesar de grande, é um país muito pobre, é agrícola, produz principalmente o trigo. Possui enormes latifúndios nas mãos de homens chamados Boiardos (são aristocratas russos). Os boiardos eram aliados do imperador russo que tem o título de Czar. Trabalhando nas terras dos boiardos, tem os Mujiques (camponeses - muito pobres). Existem pequenas propriedades, pequenos comerciantes, uma espécie de burguesia agrária chamada de Kulacs. Esses 3 se odeiam - há uma grave pressão social dentro do país, muita pobreza.

Quem governa a Rússia, pertence à dinastia dos Romanov. O imperador que está no poder e pertence a essa família é chamado de Nicolau II (nunca se interessou pelo governo porque assumiu o trono muito novo).

Em 1905 ocorre o Ensaio Geral: os mujiques foram para o Palácio (onde hoje é a Praça Vermelha) pedir para o imperador dar comida a eles e este manda o exército matar todo mundo. Começa uma grande revolta e nesse momento um navio: o encouraçado Potemquin começa também a fazer movimentos. Tem esse nome porque acontece a mesma coisa em 1917. O Ensaio Geral não deu certo porque boiardos e kulacs fizeram um acordo e o imperador volta a ter poderes => não foi possível realizar a revolução burguesa russa.

Para piorar a situação, Nicolau II resolve entrar na 1.ª Guerra Mundial. De cada 20 soldados que morrem na guerra, 8 são russos. Isso significa que o russo não estava preparado para o conflito, mas o imperador não se preocupa. Nesse momento em que morriam muitos russos, a burguesia (kulacs) mais uma população de esquerda (marxista), acabou formando um pacto e resolvem derrubar o imperador. Acontece então, uma revolução burguesa que é chamada de Revolução Menchevique (minoria). Ela vai ser dirigida por Kerensky. Isso acontece em março de 1917. Tudo que os burgueses prometeram (terras, comida, tirar a Rússia da guerra) não foi cumprido.

Então, em outubro (novembro no nosso calendário) de 1917, acontece uma segunda revolução. É a Revolução Bolchevique (maioria). Existe um homem chamado Lênin que é o líder da revolução e promove o lema: "Paz, Terra e Pão" => Paz (saída da Rússia da Guerra), Terra (Reforma Agrária) e Pão (comida para todo mundo) => vai ter um amplo sucesso de adesão aos seus princípios. Outro lema de Lênin é: "Todo poder aos sovietes". Sovietes são assembléias populares formadas por soldados, camponeses e proletariado.

CONCEITO GERAL:  
Movimento social ocorrido na Rússia em 1917 que levou ao poder pela 1ª vez na história a classe operaria implantando o socialismo de Karl Mark.

Características Gerais:

Causas:
Empobrecimento do povo russo notadamente no campo
Fome, gravíssimas injustiças sociais
Abraso tecnológico e militar
Entrada da Rússia na 1ª guerra mundial e as sucessivas derrotas
O fraco poder da Duma
A criação do soviets
A Revolução de fevereiro de 1917 se mostrou ineficaz
A divisão do movimento operário russo em mecheviques e bolcheviques 

Principais acontecimentos e características:
Lênin defende em abril todo poder aos soviets e paz, terra e pão
Trotsky organiza o exercito vermelho
Os bolcheviques tomam o poder a 25 de outubro 
O comunismo de guerra bolcheviques X brancos
A saída da Rússia da 1ª Guerra Mundial (Brest-Litovsk)
A NEP doses de capitalismo no socialismo
A morte de Lênin e o confronto Stalin X Trotsky
Criação dos planos qüinqüenais Stalin o consolidador da URSS e “traidor” da causa socialista  
Guerra fria 
Decadencia
Glasnort e a Perestroika
Fim da URSS 

Conseqüências:
Fortalecimento dos movimentos operários em todo mundo inclusive no Brasil   Criação de partidos comunistas em todo mundo inclusive no Brasil (1922) Implantação do socialismo na China e em outros paises do mundo Criação por parte da burguesia da idéia do perigo vermelho em todo mundo Tentativa em varias partes do mundo da implantação de governos socialistas